Terapias

Está cansada de ser sempre forte?

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Há mulheres que parecem conseguir tratar de tudo. Resolvem os problemas dos filhos, preocupam-se com os pais, ajudam o companheiro, ouvem as amigas, trabalham, organizam a casa e ainda tentam estar disponíveis quando alguém precisa. Por fora, ninguém percebe. Mas por dentro há dias em que só apetece dizer: “E quem é que cuida de mim?” Nem sempre o cansaço vem do corpo.

Às vezes, o que realmente lhe pesa é ter demasiadas preocupações na cabeça. É sentir que toda a gente espera alguma coisa de si. É estar sempre a resolver, a antecipar, a evitar conflitos e a tentar que nada falhe. E chega uma altura em que até as coisas mais pequenas começam a custar.

Talvez ninguém lhe tenha pedido diretamente para carregar tudo. Mas, com o passar dos anos, foi assumindo responsabilidades. Foi habituando os outros à sua disponibilidade. Foi dizendo “deixa estar, eu trato”. Foi engolindo algumas coisas para não criar problemas. Foi adiando decisões porque havia sempre alguém que precisava mais. Até que um dia percebe que está cansada. Não necessariamente da sua família, do seu trabalho ou da sua vida. Está cansada de sentir que nunca pode baixar os braços.

E esse cansaço pode aparecer de várias formas: pode sentir-se mais irritada, perder a vontade de conversar, dormir mal, e, sobretudo, ter a sensação de que ninguém reconhece aquilo que faz. Ou pode simplesmente sentir um vazio estranho, mesmo quando aparentemente está tudo bem.

O problema de guardar tudo para si

Muitas mulheres aprenderam a sofrer em silêncio. Não querem preocupar os filhos, não querem discutir com o companheiro nem parecer ingratas, e não querem que os outros pensem que estão a queixar-se.

Por isso calam-se. E aquilo que não se diz não desaparece. Vai ficando uma mágoa aqui, uma preocupação ali, uma desilusão que nunca foi verdadeiramente ultrapassada, uma preocupação relacionada com dinheiro, uma relação que não traz segurança, uma decisão que continua por tomar. E, quando tudo se acumula, torna-se difícil perceber qual é realmente o problema.

Existe uma diferença importante entre ajudar quem amamos e sentir que somos responsáveis pela felicidade de toda a gente.

Nem todos os problemas têm de passar pelas suas mãos, nem todas as discussões precisam de ser resolvidas por si, nem todas as pessoas têm de ficar satisfeitas com as suas escolhas. Dizer “não consigo” ou “agora não” não faz de si uma pessoa pior. Há momentos em que proteger a própria paz é tão importante como proteger aqueles de quem gosta. Pergunte a si própria: o que é que me está realmente a cansar?  Por vezes, conseguimos suportar uma situação durante tanto tempo que deixamos de perceber o quanto ela nos afeta. Não espere chegar ao limite, não é preciso acontecer uma grande crise para começar a cuidar mais de si.

Pode começar com coisas simples: falar sobre aquilo que sente, deixar de assumir responsabilidades que não são suas, afastar-se de quem lhe traz constantemente problemas, voltar a fazer alguma coisa que lhe dava prazer. E, sobretudo, tentar perceber aquilo que neste momento precisa realmente de mudar.

Quando existem muitas dúvidas, é fácil ficar presa aos mesmos pensamentos e não conseguir distinguir medo de intuição. É precisamente aí que uma consulta de Tarot pode trazer uma nova perspetiva. 

Não para decidir por si, mas para ajudá-la a olhar com mais clareza para aquilo que está a viver, para as pessoas à sua volta e para os caminhos que podem abrir-se. Há alguma preocupação que não lhe sai da cabeça? Pode estar relacionada com amor, família, dinheiro ou com uma decisão que tem adiado. O Tarot pode ajudá-la a perceber melhor o momento que está a viver e aquilo a que deve prestar mais atenção.

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