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Quer ser feliz? Três minutos do seu dia podem fazer a diferença... Leia este texto!

Todos os dias nos oferecem algo. Porém, estamos tão habituados a tomar aquilo que temos como garantido, que muitas vezes apenas nos apercebemos do que possuíamos quando deixamos de o ter, e passamos então a viver com remorso e a lamentar não termos antes sabido dar o devido valor àquilo que esteve presente na nossa vida e de que nem nos apercebemos.

Ter saúde é um dom que diariamente recebemos, contudo apenas o valorizamos quando adoecemos ou quando alguém próximo de nós fica debilitado. Ter a capacidade de ver aquilo que nos rodeia, apreciar a beleza da Natureza que todos os dias se oferece para nos proporcionar oxigénio e vida, saborear o sabor de um fruto ou de qualquer outro alimento, são dons, que somente reconhecemos enquanto tal quando estamos privados deles.

Crescemos tão habituados a concentrarmo-nos naquilo que nos falta que não somos educados para reconhecer as riquezas de que dispomos. Mudar de hábitos de pensamento é o segredo para que cada dia seja um milagre, e que todos os momentos nos tragam felicidade, alegria e bem-estar. As pessoas que são capazes de reconhecer o que têm sabem valorizar os seus recursos e apreciá-los, sabendo também usá-los em seu benefício para os rentabilizarem, multiplicando-os.

A grande mudança na nossa vida ocorre quando pomos de parte a ideia que sabemos tudo, e que não temos aquilo de que precisamos. Qualquer um destes pressupostos está errado e limita a nossa capacidade de ação. Nunca sabemos tudo, mesmo quando pensamos que já aprendemos tudo aquilo que havia para aprender com determinada experiência. E o milagre da vida é esse mesmo: estamos constantemente a ser surpreendidos por ela, de formas que achávamos inimagináveis. Por outro lado, nós temos sempre ao nosso dispor aquilo de que realmente precisamos, embora na maior parte das vezes achemos precisamente o contrário. Se tomarmos consciência que somos apenas uma peça – porém fundamental – em toda a ordem Universal, e que Algo superior a nós está sempre presente na nossa vida e nunca nos abandona, passaremos a sentirmo-nos mais fortes, porque sabemos que na verdade não estamos nem sozinhos nem desamparados.

Quando somos capazes de viver com Fé e acreditar que Deus, seja qual for a ideia que Dele temos, zela realmente por nós, deixamos de lado o medo e os sentimentos de insegurança que nos fazem sentir vulneráveis e desprovidos de riqueza, e com o coração cheio de força encaramos a vida com uma postura confiante e segura.

Quando aceitamos e interiorizamos que tudo aquilo que possuímos nos é dado como um presente Divino, para nosso sustento e proveito, aprendemos a ser gratos e a viver com tranquilidade e alegria, pois sabemos que nunca nada nos faltará.

Tem dificuldade em reconhecer os dons Divinos que já possui?

A nossa saúde e tudo o que ela engloba é um dos mais importantes. Dela fazem parte:

- a capacidade de andar, de nos movimentarmos e fazermos a nossa vida sem dependermos de outra pessoa para conseguirmos realizar todas as tarefas diárias;

- a capacidade de ouvir a voz das pessoas de quem gostamos, o riso dos nossos filhos ou de outras crianças, a música que enche de felicidade o nosso coração, as notícias e as informações que mantêm ativa a nossa mente, o chilrear dos pássaros, o barulho das ondas e todos os sons que a Natureza nos oferece…

- a capacidade de sentir, através do cheiro, o aroma da pele da pessoa amada, de uma comida acabada de preparar, de uma fragrância que lhe transmite bem-estar,…

- a capacidade de saborear o gosto dos alimentos, de uma fruta sumarenta, de um pedaço de carne suculenta, de um peixe fresco...

- a capacidade de ver a beleza que existe, o sorriso que criamos nos outros, as formas do corpo de quem amamos, as riquezas da Natureza, um presente que recebemos…

- a capacidade de sentir, nas nossas mãos ou braços, a pele dos nossos filhos, o pêlo de um animal por quem temos afeição, a força de um abraço e o calor de outra mão que se estende para nos ajudar…

Mesmo quando um ou mais destes recursos nos faltam, continuamos a possuir outros, basta apenas que os saibamos valorizar e reconhecer para compreendermos que não nos falta riqueza.

Mas a lista de dons Divinos não se completa apenas na saúde, embora ela seja o principal deles, pois é aquele que assegura a existência de todos os outros. Temos, também, muitas vezes a tendência para nos queixarmos do nosso trabalho, lamentamos ter de acordar cedo, ter de cumprir ordens, ter de fazer algo de que não gostamos, ter de lidar com o mau humor do patrão ou com as injustiças dos colegas… Muitas vezes centramos até toda a nossa vida profissional numa única questão, como por exemplo não gostarmos de determinada pessoa com a qual temos de trabalhar, e nem nos apercebemos que tudo aquilo que rodeia a nossa vida profissional é muito mais que isso. Quando perdemos o emprego e não conseguimos encontrar outro trabalho, começamos com o tempo a compreender que ter um motivo para sairmos da cama e de casa todos os dias é uma bênção. Que o trabalho, ao envolver-nos, mantém a nossa mente ocupada com preocupações construtivas e positivas, impedindo-a de mergulhar em pensamentos derrotistas e inquietações que dão azo a outros problemas. Que o facto de lidarmos com outras pessoas nos oferece infinitas formas de aprendizagem e nos permite ultrapassarmos as nossas limitações, e que mesmo quando isso nos provoca mal-estar, por cada pessoa de quem não gostamos ou que não nos faz sentir bem, há sempre pelo menos outra que gosta de nós, se não for no local de trabalho pelo menos na nossa família ou no nosso grupo de amigos.

E mesmo quando temos de percorrer diariamente um longo caminho até chegarmos ao trabalho, e que chegamos a casa cansados, isso nos permite, ainda assim ter o dinheiro para termos a nossa casa e comida para darmos aos nossos filhos e, mesmo quando este também escasseia, estarmos ativos e podermos trabalhar oferece-nos diariamente a possibilidade de continuar a viver e todos os dias podermos receber uma oportunidade para mudar de vida. É intrínseca ao ser humano a necessidade de nos sentirmos úteis, de realizarmos algo, de construirmos ou ajudarmos a construir qualquer coisa. Encarar o trabalho como um fardo é rejeitar a bênção que ele nos oferece como possibilidade de viver, de termos meios para manter a nossa estabilidade. A falta de respeito para com o nosso trabalho é também a ingratidão para com aquilo que ele nos dá. E quando queremos trabalhar mas não conseguimos encontrar emprego, ter a capacidade de aproveitar todas as possibilidades, sem estarmos cingidos apenas àquilo que queremos fazer ou à área para a qual nos preparámos academicamente ou de outra forma. As pessoas que agarram o que a vida lhes apresenta e que se esforçam para realizar o seu trabalho o melhor possível, qualquer que ele seja, são aquelas que sentem gratidão pela vida, e quanto mais sabemos agradecer, mais recebemos, pois a dinâmica da vida é esta.

Ter amor na nossa vida é, também, um dom incomensurável. Muitas pessoas sentem-se sós e lamentam-se "por não terem sorte ao amor", sem se aperceberem que limitam o seu conceito de amor ao relacionamento com alguma pessoa que idealizam. O amor é algo muito maior e mais vasto que isso, e existe sempre na vida daqueles que não fecham o seu coração. O amor de uma mãe, de um pai e de um filho são a mais pura forma de afeto. Quando não temos esse afeto, temos ainda assim a possibilidade de construir amizades, que são uma forma também ela pura de amor. Ao sermos amigos dos outros temos enormes possibilidades de recebermos amizade em troca. Ao ajudarmos sem esperar receber algo em troca temos a forte probabilidade de recebermos o mesmo tipo de afeto. No entanto, limitamos muitas vezes a nossa vida concentrados, uma vez mais, na insuficiência, e escolhemos dar primazia àquilo de que nos falta – aquilo que nós idealizamos como sendo o amor – sem compreendermos que o amor não é isso.

Aquelas pessoas que se sentem sós porque ainda não encontraram a pessoa com quem podem e desejam partilhar a vida têm de entender, em primeiro lugar, que o amor é algo natural, que surge espontaneamente e sem ser forçado. Necessita, no entanto, como qualquer organismo vivo delicado, de ter um solo fértil a partir do qual possa nascer e onde possa ganhar raízes que dêem estabilidade a um tronco firme. Esse solo mais não é do que o amor por nós próprios e a consciência que somos amados por Deus. Quando sentimos amor por nós e encaramos a vida com um coração aberto e disponível, interessando-nos pelas pessoas que estão à nossa volta, sem ficarmos fechados em casa e trancados na nossa dor, o amor que tanto desejamos pode então acontecer. Quantas pessoas apaixonadas conhece, que lhe dizem que encontraram o amor das suas vidas quando não estavam à procura dele, ou em quem menos esperavam? O movimento próprio do amor é esse: quanto mais o perseguimos, mais ele foge de nós. É quando estamos tranquilamente a viver a nossa vida, com um coração disponível e uma mente desperta para tudo aquilo que nos rodeia, que o amor nos apanha de surpresa e entra então nas nossas vidas. Por outro lado, existe no universo uma lei universal da atração: o amor atrai amor, a solidão atrai solidão. Quanto mais vivermos uma vida de amor mais amados nos sentiremos. Essa vida é criada a partir em primeiro lugar do amor por nós próprios e, em segundo lugar, do amor pelos outros. Ser atencioso e interessado pelos que nos rodeiam, procurar conhecer outras pessoas e mostrar-se genuinamente empenhado nelas é cultivar o amor nas nossas vidas. Dar atenção à nossa família, ser carinhoso e cuidadoso para com aqueles que gostam de nós, é viver uma vida de amor. Criar amizades e ser generoso com os nossos amigos é criar bases essenciais para uma vida de amor. Se ainda não encontrou "esse tal amor" por quem tanto espera, pense bem… será que tem criado na sua vida condições para que ele possa nascer e ganhar forma? Ou, pelo contrário, tem estado fechado dentro de si próprio, abordando os outros com mágoa, com desconfiança, com frieza e sem se entregar verdadeiramente?

De entre o número infindável de dons que possuímos, a experiência do conhecimento é ainda outro dos mais valiosos. O ser humano possui uma mente inteligente, que constantemente se expande e cujo potencial de desenvolvimento é ilimitado. Ter a possibilidade de lhe fornecer "alimento", através das informações que recebemos do exterior, dos estímulos que despertam os nossos sentidos, da partilha do saber que permite fazer novas aprendizagens, é desfrutar da dádiva do conhecimento, que mantém viva a nossa mente e que ajuda o nosso espírito a evoluir. Sempre que dizemos "não sou capaz" ou "não posso" estamos a recusar-nos a valorizar esse dom Divino, bloqueando o nosso próprio desenvolvimento. Nós podemos sempre ir mais além. Saber mais, conhecer mais, fazer mais. Para o fazermos, basta apenas aprendermos a substituir os "não sou capaz" pelos "eu vou conseguir!".

Mesmo perante uma situação que parece não ter solução ou possibilidade de ser bem sucedida, como uma situação de doença grave, por exemplo, saiba que os milagres acontecem mesmo. A vida tem uma infinita capacidade de nos surpreender, e quando acreditados fervorosamente que algo positivo vai suceder estamos a canalizar toda a nossa energia positiva para o Universo, aumentando exponencialmente as possibilidades de termos excelentes resultados – até mesmo para uma situação que parecia não ter remédio. Quem não ouviu já relatos de pessoas que estiveram entre a vida e a morte e recuperaram "milagrosamente", ou que sobreviveram a um acidente aparatoso, como se algo mágico tivesse sucedido. E sucedeu, de facto: o milagre da vida, que nos oferece sempre milhares de razões para estarmos gratos.

 

Dica positiva: Reconheça tudo aquilo que, ao longo do dia, o faz sentir-se bem. Saborear a sua bebida matinal, ouvir a sua música preferida quando está no carro, ter reencontrado aquele colega da escola que já não via há alguns anos, desfrutar da sensação de sentir a sua pele limpa depois do banho, ouvir os pássaros quando desperta e vai à janela, vestir uma roupa com a qual se sente bem, sentir o abraço do seu filho.

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