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O que significa "benzer" uma pessoa?

As chamadas "benzeduras" fazem parte da nossa tradição mais antiga. Muitas mães, avós, tias e primas sabiam "benzer", ou conheciam alguém que sabia fazê-lo. Recorria-se a essa ajuda quando uma pessoa, adulta ou criança, andava adoentada sem causa aparente, constantemente doente, com muitos azares na vida, desmotivada ou com o chamado "quebranto". E com o passar das gerações esse saber foi sendo transmitido, geralmente por via oral, das mães para as filhas. Mas hoje em dia, especialmente nas cidades, muitas pessoas mais jovens não sabem a que nos referimos quando dizemos que alguém "precisa de ser benzido".

"Benzer" alguém significa "abençoar", "santificar" essa pessoa, invocando a proteção de Deus para protegê-la do mal. As benzeduras são rezas muito, muito antigas, que foram cuidadosamente passadas de geração em geração, geralmente por via popular, e que visam rezar pela pessoa para afastar qualquer energia negativa que esteja a atormentá-la. 

Etimologicamente, a palavra "benzer" vem do Latim "benedicere", que significa abençoar, e dizer bem. "Dizer bem" é criar o bem, através da palavra. Por esse motivo as benzeduras são orações, palavras a Deus dedicadas, que pedem a proteção Divina para a pessoa que está a ser benzida.

Era comum existirem, sobretudo nas aldeias, as chamadas "benzedeiras", mulheres que sabiam as rezas necessárias para benzer e que conheciam os rituais associados a essas benzeduras, os quais faziam parte da crença com que eram feitos e que por isso serviam um propósito distinto. Existem, na tradição popular portuguesa, inúmeras formas de benzedura, que variam conforme o fim a que se destinam e a fé da pessoa que benze.

Na sua forma mais comum, as benzeduras são feitas de frente para a pessoa a ser benzida, desenhando no ar o sinal da Cruz na testa, no peito e no ventre da pessoa a ser tratada, ao mesmo tempo que a benzedeira murmura, em voz alta ou baixa, uma reza específica. Existem benzeduras para a dor de cabeça, para as dores de corpo, para as dores de costas, para um número extenso de maleitas. 

O princípio da benzedura deriva da crença de que as doenças físicas são causadas por energias nocivas que nos atacam no plano espiritual. As benzeduras ganharam importância e expressão num tempo em que os cuidados médicos não estavam ao alcance de todos, e que por isso as pessoas recorriam a este tipo de ajuda para afugentar os males que as afligiam. 

Por isso, ao "benzer" uma pessoa reza-se por ela, o que trata das causas espirituais e faz desaparecer as dores físicas.

 

A importância dos objetos nas benzeduras

Para além das rezas, as benzeduras descrevem um ritual específico, em que o mais clássico recorre ao uso de um prato largo, de sopa (que não se usa nas refeições!), onde se deita água. Depois de benzer, a benzedeira molha o seu dedo numa tacinha com azeite (que pode ser queimado, ou não) e, colocando o dedo sobre o prato com a água, deixa cair 3 pingos de azeite sobre ela. Se os pingos de azeite se mantiverem concentrados e circulares, a pessoa está "tratada". Se, pelo contrário, os pingos de azeite se dissolverem, espalhando-se, ou se se juntarem uns aos outros, a pessoa ainda precisa de voltar a ser benzida, o que pode ser feito logo de seguida ou no dia seguinte, por exemplo.

Mas nem todas as benzeduras são feitas usando o prato com água e os pingos de azeite (de lembrar que o azeite era usado como combustível nas candeias que serviam de iluminação, e por isso simboliza a Luz Divina). Existem benzeduras feitas com um ramo de alecrim seco, a que se deita fogo, benzendo as pessoas através do fumo (assim como nas Igrejas se usa o incenso para purificar). Também se pode benzer com outro ramo de outra planta, como por exemplo arruda, que pode também não estar seco nem ser queimado. Há, em algumas partes do País, ainda outros rituais para benzer, como por exemplo a benzedura com faca, em que as cruzes são desenhadas no ar com a faca, "cortando" desta forma as amarras espirituais que estão a prender a pessoa e a impedi-la de ser feliz. O mesmo princípio é contemplado na benzedura com tesoura, em que se benze com uma tesoura aberta para cortar fios que estão a "amarrar" a vida da pessoa.

Há, ainda, benzeduras que se fazem com uma vela, com um terço, com uma agulha e uma linha ou até com pedaços de carvão.

Os objetos ou as plantas com que se benze têm sempre um simbolismo específico, que faz com que tenham sido escolhidos. São também usados como um escudo de proteção para a pessoa que está a benzer, pois havia a superstição de que são não for usado nenhum objeto que sirva de intermediário entre a benzedeira e a pessoa que está a ser benzida o mal pode voltar-se para a primeira. Ao usar um ramo, o mal fica preso no ramo. Ao usar o azeite, fica dissolvido no azeite. Ao usar a faca, a tesoura, o terço ou qualquer outro objeto, fica retido nele, e a pessoa que está a dizer as orações e a fazer o ritual continua sempre a salvo. 

Sejam quais forem os elementos utilizados e os preceitos postos em prática, o princípio da benzedura é sempre positivo e benéfico. Porque se invoca a palavra de Deus, é algo que não pode ter um efeito negativo sobre a pessoa, porque visa sempre "abençoá-la". 

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Publicada a 03/07/2020

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