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Isolados dentro de nós

O isolamento social, ditado como medida necessária e urgente para tentar controlar a disseminação da Pandemia Covid-19, que está a dizimar a sociedade de forma esmagadora, fez com que, para muitas pessoas, a vida passasse a ser fisicamente vivida no espaço da sua casa. Exceptuando todos aqueles que continuam a enfrentar o dia-a-dia no exterior - e que estão a travar uma luta mais difícil para salvar vidas e a própria vida - uma boa percentagem da população mundial está a deparar-se agora com um total reajustamento às suas rotinas, hábitos e alicerces. Isolados dentro de nós estamos, agora, num momento-chave para chegarmos à nossa essência.

Não é fácil lidar com a insegurança, a incerteza, o medo de ser contaminado e contaminar, o medo de perder ou ver sofrer quem se ama. Os noticiários sobressaltam-nos, vivemos num tempo em que sabemos que todas as estruturas que antes conhecíamos estão a ruir.

Deixamos de contar com as distrações exteriores, as rotinas que nos habituámos a usar para preencher os nossos dias, e a sensação de medo e vazio pode apoderar-se de nós - mas, mesmo que não possamos controlar aquilo que está a acontecer, podemos e devemos, sempre, olhar para dentro. É isso que neste momento a vida nos obriga também a fazer. 

Só cada um de nós pode definir, a cada momento, o passo a dar para ir lidando com as ameaças exteriores. Somos responsáveis por nós e pelos outros, enquanto sociedade. E se, no coletivo, sabemos quais são as atitudes que devemos adotar para que cada um faça a sua parte, é também no espaço individual de cada um que agora começam a apresentar-se as batalhas diárias.

A sociedade estava estruturada de uma forma que nos permitia delegar responsabilidades - os nossos filhos iam para a escola, e os pais iam buscá-los ao final do dia, quando já estavam cansados. Tínhamos acesso a toda uma rede de serviços que nos facilitava a vida, podendo, de acordo com os nossos recursos, fazer as nossas refeições fora de casa, ou recorrer ao trabalho de outra pessoa para limpar as nossas casas, a profissionais de desporto para nos direccionarem nas atividades físicas, entre tantos outros serviços a que nem todos, mas alguns, podiam recorrer.

No entanto, a situação atual apresenta-nos a todos a mesma condicionante e, mesmo que continue a haver uma diferença de recursos em que para alguns a situação é muito mais exigente que para outros, todos temos, em geral, que enfrentar a mesma variável: estamos entregues a nós próprios, primeiro, e à fé que possamos ter, seja qual for o nosso credo religioso. 

Somos, agora, obrigados a ver-nos, em todas as falhas que tentámos esconder ou esquecer. Somos obrigados a cuidar de nós, dos outros, da nossa casa, da nossa saúde física e mental, e de tudo o que faz parte da nossa vida individual e coletiva.

Despojados de todos os acessórios de que nos rodeámos, temos agora como único sentido encontrar dentro de nós a força para viver sem respostas, a coragem para enfrentar cada dia, e a necessidade de descobrirmos o valor real de um abraço, um beijo, um café com um amigo, um almoço em casa dos pais, o rebuliço de um dia de trabalho.

Tudo aquilo de que somos agora privados é tudo o que temos de pesar dentro de nós, compreendendo até que ponto nos esquecemos de ceder o nosso tempo ao que é realmente importante para a nossa estabilidade e bem-estar.

Enfrentamos filas para ir ao supermercado e deparamo-nos com prateleiras vazias, lembrando-nos de quando reclamávamos porque tínhamos de ir fazer compras. Habituámo-nos a ter por certo tudo o que nos era dado.

E, agora, isolados que estamos cada um não só na sua casa, mas em si próprio, somos obrigados, pela vida, a conhecermo-nos e a reconhecermos tudo aquilo que é ainda uma dádiva na nossa vida.

Este é o tempo de sairmos da nossa zona de conforto, porque ela está-nos interdita, e de arriscarmos, porque não temos alternativa, a agir de forma diferente, a tentar, a experimentar. Este é o tempo de procurar a união com os outros, de viver realmente a vida em família ou de, caso vivamos sozinhos, de fortalecer, ainda que à distância, os laços que nos ligam àqueles que amamos.

Este é, acima de tudo, o tempo de fortalecer a nossa ligação a Deus, seja qual for o nome que lhe dermos, de entrar em conexão com o plano espiritual e de nos rendermos à sua orientação, deixando que a vida nos mostre o que precisamos de fazer, em cada momento, para sobreviver, por enquanto, e para reconstruir a nossa vida, dia após dia.

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Publicada a 14/07/2020

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