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Celebrar Fátima em tempo de pandemia

Este ano, o dia 13 de Maio em Fátima será diferente de todos os outros. Pela primeira vez, o Santuário de Fátima não recebe a visita dos milhares de peregrinos que todos os anos afluem nesta data a este local sagrado, para prestar homenagem a Nossa Senhora de Fátima, numa das maiores peregrinações de todo o Mundo. Num momento em que a Humanidade enfrenta uma pandemia que nos obriga a cumprir normas de distanciamento social como forma de evitar a propagação do vírus, importa, mais do que nunca, lembrar que a fé é um ato individual de comunhão com o plano Divino, e que pode e deve ser celebrada no espaço íntimo da nossa casa e do nosso coração.

Foi no dia 13 de Maio de 1917 que os três Pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia viram uma misteriosa Senhora vestida de branco, que lhes apareceu no cimo de uma oliveira, em Fátima. Nesse tempo travava-se a 1ª Guerra Mundial e Portugal enfrentava uma das maiores crises da sua História. À semelhança dos três pastorinhos, grande parte da população portuguesa vivia em condições de pobreza, dedicando-se à agricultura e à criação e pastoreio de animais como forma de sobreviver num clima de dificuldades agravadas ainda mais pela Guerra que, não tendo chegado a Portugal, atingia a nossa economia pela escassez de alimentos e várias dezenas de milhares de soldados portugueses foram enviados para os campos de batalha.

Nas Aparições de Fátima, Nossa Senhora incentivou à oração como forma de superar os flagelos que então assolavam o Mundo. Antes da Primeira Aparição de Nossa Senhora aos três Pastorinhos, no dia 13 de Maio, já o Anjo de Portugal lhes aparecera, pedindo também que rezassem e ensinando-lhes duas orações especiais.

Em todas as Aparições, Nossa Senhora insistiu sempre na importância de rezar o Terço, para que a Guerra terminasse e houvesse paz no Mundo.

Em Janeiro de 1918, pouco mais de seis meses depois das Aparições de Fátima, surgiu a gripe pneumónima, uma das maiores pandemias de sempre, que chegou a infectar cerca de um quarto da população mundial. 

Francisco e Jacinta foram infetados pelo vírus: Francisco faleceu a 4 de Abril de 1919, menos de dois anos depois das Aparições de Fátima, e Jacinta partiu no dia 20 de Fevereiro de 1920, há cem anos atrás.

Tal como sucede agora connosco, também os três Pastorinhos de Fátima viveram uma pandemia, agravada pelas fracas condições e recursos existentes na altura e pela pobreza em que viviam. Jacinta morreu há cem anos, no Hospital de Dona Estefânia em Lisboa, isolada e longe da família. Conta-se que, antes de morrer, pediu que fosse rezada a Eucaristia, mas tal não pôde ser feito porque, tal como agora, se vivia em isolamento e havia restrições impostas pela tentativa de controlar o vírus. Jacinta faleceu em Fevereiro - curiosamente, foi nesse mês que, em 2020, a Covid-19 se começou a disseminar pelo mundo ocidental.

Por terem falecido devido a uma pandemia, Jacinta e Francisco são protetores dos doentes.

Num momento em que os peregrinos são impedidos de ir a Fátima prestar devoção a Nossa Senhora, importa recordar a atualidade das Aparições - o Mundo vivia então no caos, na incerteza e na insegurança. Nossa Senhora advertiu que, se os homens não se redimissem perante Deus através da oração, crises maiores chegariam. E assim foi. A gripe pneumónica começou ainda antes do final da 1ª Guerra Mundial; ficou conhecida como "gripe espanhola" porque, numa tentativa de evitar o alarmismo entre a população, as primeiras mortes nos restantes países não eram divulgadas. Espanha, contudo, não escondeu as notícias, e por esse motivo muitas pessoas pensavam que a gripe pneumónica estava a atingir especialmente este país - que, cem anos depois, voltou a ser um dos mais atingidos pela pandemia.

Num momento em que a Humanidade se debate com o vírus que ainda não se consegue controlar, em que tantas pessoas lutam pela vida ou choram a perda de entes queridos, e em que tantas famílias estão a perder o meio de subsistência ou estão na iminência de perder a estabilidade, importa lembrar que as Aparições de Fátima ocorreram num contexto espiritualmente muito idêntico ao que vivemos. E, por isso, rezar a Nossa Senhora de Fátima e aos três Pastorinhos pode ser o refúgio onde os fiéis encontram a força que lhes permitirá enfrentar as dificuldades que se apresentam e a incerteza do que ainda está por vir.

Em 2017, aquando das comemorações do centenário das aparições em Fátima, o Papa Francisco canonizou Francisco e Jacinta, referindo-os como exemplos de vida cristã nos nossos dias. Se pensarmos que ambos faleceram vítimas de uma pandemia, reconforta, para aqueles que têm Fé, pensar que os Pastorinhos são nossos protetores e advogados junto de Deus.

Assim como Francisco e Jacinta continuaram a encontrar na oração o conforto e o consolo para afastar o medo e suportar as penas, principalmente no caso de Jacinta, que esteve doente por mais tempo, tendo estado internada, também nós continuamos a ter sempre, ao nosso alcance, a dádiva da fé, o poder da oração para nos fazer ter força para vencer as dificuldades.

Embora os locais de culto sejam sagrados, embora a prática de ir à Missa seja uma homenagem necessária para fortalecer a relação de cada cristão com Deus, a verdadeira oração é aquela que é feita a sós. A verdadeira união com Deus é a sincera entrega do coração ao Divino. 

Quando, no isolamento de nossas casas, somos capazes de rezar, como o Papa Francisco, "Senhor, se queres, podes purificar-me!" (Veja aqui a oração que o Papa Francisco reza antes de ir dormir), estamos a celebrar Fátima, seja qual for o sítio do Mundo onde nos encontremos.

O isolamento a que a pandemia nos obriga oferece-nos uma oportunidade única de estarmos mais tempo a sós connosco mesmos e, logo, com Deus - porque Deus existe dentro de nós. Ao confiarmos ao Seu poder a nossa vida, ao acreditarmos que a Sua proteção nos ajudará a vencer este flagelo, ao permitirmos que a Sua vontade seja feita através das nossas ações, estamos a reviver Fátima hoje, mais de cem anos depois, na nossa vida e no nosso coração.

As peregrinações reforçam a fé, mas não são indispensáveis a ela: é a fé que conduz as peregrinações, não o contrário. 

Nas suas Aparições aos Pastorinhos, Nossa Senhora advertiu que a Humanidade enfrentaria grandes males se os homens não se redimissem pelos seus pecados; a pandemia que hoje enfrentamos está a fazer-nos, de igual modo, refletir sobre as nossas ações, obrigando-nos a reavaliar as nossas condutas e prioridades. Forçada a estar isolada em casa, a Humanidade abrandou o seu ritmo sempre frenético, e a Natureza passou a manifestar-se mais livremente.

Na oração Urbi e Orbi deste ano, que foi diferente de todas as outras em virtude da pandemia, o Papa Francisco lembrou que a Fé começa quando compreendemos que precisamos de salvação.

Nas suas curtas vidas, os Pastorinhos Francisco e Jacinta rezaram e sofreram porque os homens não se arrependeram dos seus pecados, continuando a incorrer na ganância, na desonestidade, na perseguição dos bens materiais e no desprezo pelos valores espirituais.

Estamos, mais do que nunca, numa posição que nos faz atentar nestes exemplos. Num ano em que as peregrinações a Fátima estão interditas, somos todos peregrinos, assim o queiramos ser, numa viagem ao encontro de Nossa Senhora e de Deus.

Celebrar Fátima em tempo de pandemia é rezar o Terço como Nossa Senhora tanto pediu e é rezar, com devoção e entrega, a oração que o anjo de Portugal ensinou aos três Pastorinhos:

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam."

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Publicada a 21/09/2020

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