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Como lidar com a traição

Quando amamos alguém e depositamos confiança e respeito nessa pessoa, esperamos receber a mesma dedicação da sua parte, e saber que nunca fará intencionalmente nada que nos possa prejudicar é essencial para podermos confiar nela. Por ser um sentimento que envolve a entrega e a devoção, o amor requer exclusividade, e descobrir que o nosso parceiro se envolveu com outra pessoa faz-nos sentir o chão ruir sob os nossos pés, desmoronando os pilares de confiança que protegiam a nossa relação. A ideia de o nosso parceiro partilhar a intimidade com outra pessoa abre fundos poços no nosso sentimento de segurança, fazendo-nos sentir vulneráveis e desprotegidos.

Lidar com a traição de um companheiro é uma das provas mais difíceis de superar num relacionamento amoroso, pois faz-nos questionar tudo aquilo que antes vivemos e os sentimentos que ele nutre por nós: «Se me ama, porque é que me mentiu?», «Se se envolveu com aquele homem, o que é que ela sente por mim?», «Como é que ele foi capaz de me fazer uma coisa destas, depois de tudo o que fiz por ele?», são apenas algumas das mil questões que bombardeiam a nossa mente, o nosso coração estilhaçado pela agressão afectiva que a traição é.

Cada fim traz um novo começo

No caso de optar por terminar o relacionamento que tinha com a pessoa que o traiu, saiba que só se libertará realmente dele e dessa situação quando o perdoar, o que não significa que tenha de manter o relacionamento, pois mesmo para o terminar o perdão é a única forma de não ficar retido nesse capítulo da sua vida. Deixe essa pessoa seguir o seu caminho, mas perdoe-a. Nada nos mantém mais presos do que a mágoa, a dor, o ressentimento, o rancor. Assim, só poderá ser livre quando for capaz de, dentro do seu coração, perdoar a outra pessoa e se, de algum modo, se sentir responsável, perdoar-se também a si próprio, para que, então sim, a sua vida se desprenda da dela.

Aceite que em dado momento viveram algo que foi verdadeiro, intenso e partilhado por ambos. No caso de isso não ter acontecido, aceite que essa pessoa existiu na sua vida para lhe ensinar algo, que contribuiu para a sua evolução enquanto ser humano. São muitas vezes as lições mais difíceis aquelas que nos trazem as maiores oportunidades de aprendizagem, as que nos tornam mais fortes e mais bem preparados para enfrentar os desafios futuros. Aceite, também, que a nossa vida evolui a todo momento, e que aquela pessoa com quem em dado ponto do nosso percurso fez sentido partilhar a vida, pode agora ser alguém que já nada tem que ver com a pessoa que nós hoje somos. Aceitar é o ponto de partida para poder perdoar. E o perdão conduz à vida plena e livre de culpas, remorsos ou ressentimentos e à libertação.

Dê tempo a si próprio. Depois de pôr fim a um relacionamento, e estando com o coração magoado, precisará de tempo para cuidar de si e das suas feridas, mas não entre em atitudes de autocomiseração. Pelo contrário, assuma uma postura activa perante a vida, e lembre-se disto: quando alguma coisa na nossa vida termina, há SEMPRE outra que começa. O que sucede é que muitas vezes estamos ainda tão absorvidos pela dor e tão focados naquilo que nos magoou, que não somos capazes de prestar atenção a tudo o resto que continua a acontecer à nossa volta. Por vezes, uma traição vem abrir-nos os olhos e fazer-nos perceber que estávamos presos a um relacionamento que já não nos trazia nenhuma felicidade, libertando-nos e deixando-nos disponíveis para começarmos uma nova história com alguém que nos saiba amar tal como agora somos e a quem nós possamos amar com maior maturidade.

Aceite isto: não podemos fazer com que os outros mudem, ninguém consegue forçar outra pessoa a mudar. Podemos, naturalmente, oferecer à outra pessoa condições para mudar se o desejar, mas apenas a própria pode tomar a decisão de fazê-lo. Quando procuramos resolver os problemas dos outros, eles acabam por repeti-los, porque não aprenderam as lições que tinham de aprender com eles.

Dê tempo a si próprio e cuide de si com amor. Chore, se quiser, quando quiser, porque o choro liberta a tensão acumulada e permite-nos renovar energias, mas não se afunde na tristeza. Procure conversar com os seus amigos, expresse aquilo que sente, desabafe, mas não fique preso à dor e aos sentimentos de vitimização. Não tem de sentir pena de si próprio: você é dono de si e tem o poder de fazer da sua vida tudo o que quiser! É normal que sinta uma maior necessidade de ser ouvido, compreendido, apoiado e mimado. Rodeie-se de pessoas boas, que o façam sentir-se bem, que o façam rir, e evite pessoas que alimentam os seus sentimentos de revolta, raiva ou pena por si próprio. Passe mais tempo com a sua família, com crianças, com pessoas que naturalmente o mimam e o fazem sentir-se apreciado e especial. Pode ser positivo, neste período, adoptar um animal de estimação, que lhe fará companhia e dará alegrias.

O carinho e a paciência para consigo próprio, aliados ao tempo e à capacidade curativa que este comporta, farão com que pouco a pouco recupere a autoconfiança e, com ela, a alegria de viver, o entusiasmo e a capacidade de voltar a viver um novo amor.

Dica positiva: Evite agir de cabeça quente, saiba respeitar o seu próprio tempo e permita-se fazer o luto da relação. Só o tempo pode curar. É também bastante importante adquirir novas rotinas, pois ao repetir os hábitos que antes eram de casal, irá inevitavelmente sentir falta da pessoa com quem os fazia. O ser humano tem uma capacidade criativa incrível, e estamos sempre a tempo de adquirir novas competências, rituais e rotinas. Nós somos animais de hábitos. Só é possível mudá-los se os substituirmos por outra coisa. Com os relacionamentos passa-se o mesmo. Só somos capazes de perder um hábito se o substituirmos por outro, se não ficamos com um espaço vazio que não permite que o hábito anterior nos deixe. Por exemplo, uma pessoa que está habituada a ter um diálogo destrutivo consigo só deixará de o ter se o substituir pelo hábito positivo de acreditar: «Eu sou capaz!»

Acredite, mudar de hábitos é mudar de vida!

Texto retirado do livro O Meu Segredo, de Maria  Helena

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