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A família ensina-nos a aceitação

Crescer numa família unida e onde o amor impera é essencial ao desenvolvimento saudável e feliz de uma criança. Porque absorvem inconscientemente todos os gestos, atitudes e palavras dos adultos que as rodeiam, as crianças crescem fundamentadas nos exemplos que têm em casa. Todos os seres humanos são imperfeitos, e como tal haverá, em todas as famílias, crises e discussões. Elas surgem naturalmente como resposta aos desafios quotidianos. Porém, a forma como cada família lida com estas situações é determinante não só para a união familiar como também para o crescimento e o desenvolvimento dos filhos, assim como para o bem-estar e a felicidade de todos. Uma criança que encontra nos pais um exemplo de força, compreensão e respeito, interiorizará esses valores e, quase de certeza, será uma pessoa forte, compreensiva e respeitadora, quando for adulto.

Mas, se ter união e harmonia em família é indispensável, porque é que às vezes, ou em certas famílias, são tão difíceis de conseguir? Se partirmos do princípio da Reencarnação, a nossa alma encarna sucessivas vezes, sempre no seio de uma família específica. Porque os laços de sangue são os primeiros que nos marcam e são, também, aqueles que nunca se desatam – mesmo que as pessoas se separem ou vivam distantes – as almas que encarnam na mesma família em que nós nascemos são aquelas com quem temos de fazer maiores aprendizagens. Em muitos casos, são almas com quem vivemos vidas passadas e com quem temos Karmas para limpar e provas para superar. O seu actual pai, por exemplo, pode ter sido seu filho, ou seu marido, numa vida passada. Assim, as dificuldades que algumas famílias enfrentam mais não são do que as provas que vieram prestar a esta vida, os desafios que, individualmente e em conjunto, têm para superar, porque fazem parte da sua evolução.

                           Veja também: Como identificar amores, inimigos e familiares de vidas passadas

Mesmo que não acredite na Reencarnação, é fácil compreender que as pessoas de família são muitas vezes aquelas que apresentam maiores desafios à vida umas das outras. Porque são relações que se estabelecem à nascença, permanecem como um marco eterno nas nossas vidas. E as dificuldades surgem quando há falta de compreensão e de aceitação, porque não há duas pessoas iguais e, como tal, não há duas maneiras de ver a vida que sejam cem por cento semelhantes. Cada pessoa encara a realidade, e as situações, conforme o seu próprio sistema de pensamento; as discussões surgem quando nos agarramos com obstinação à nossa visão dos factos e não aceitamos que o nosso pai, mãe, irmão, marido, mulher ou filhos têm também a sua visão das situações, que é diferente da nossa, mas que não é menos válida nem menos real. Para cada pessoa a opinião que tem é, regra geral, vista como a forma mais certa e verdadeira de encarar os factos. E este comportamento conduz facilmente a atritos, discussões, desentendimentos. É comum e natural que estas diferenças surjam, e o primeiro grande desafio que todas as famílias enfrentam é o desafio da aceitação: Eu aceito que tenhas uma visão diferente da minha, e respeito-a.

Quando não é feito este processo de aceitação, a teimosia impera e gera um afastamento entre as pessoas. Se a situação não for esclarecida e resolvida, se não houver a mútua compreensão, o perdão de parte a parte e o empenho conjunto em restabelecer harmonia, uma situação passada ficará sempre latente, como uma ferida aberta, que volta a vir à tona quando surge uma nova desavença.

Porque, quando bebés indefesos, nos apegamos a quem cuida de nós, nos alimenta e protege, é geralmente nos pais, ou nas figuras paternais que temos, que projectamos o nosso maior afecto e apego. Desta forma, à medida que crescemos e somos contrariados, gera-se dentro de nós um sentimento contraditório – aquela pessoa que eu amo está a castigar-me. Na educação de uma criança é essencial que exista disciplina, e as contrariedades fazem parte do processo educativo. Do mesmo modo, durante a adolescência criam-se muitas vezes tensões entre pais e filhos, porque é próprio do desenvolvimento psicológico dos jovens testarem limites e rebelarem-se contra as regras que lhes são impostas, e continua a ser essencial que os pais, enquanto educadores, os ajudem a viver com normas que são essenciais para o seu desenvolvimento como bons seres humanos.

Quando chegamos à idade adulta, as situações complicam-se. Nesse ponto da vida, é mais difícil, para um filho, aceitar ou tolerar aquilo com que não concorda no comportamento dos pais, e vice-versa. E é nesse ponto que a aceitação, a compreensão e o perdão são ainda mais importantes, sendo basilares na construção de uma boa relação entre pais e filhos, entre marido e mulher, genro ou nora e sogros, avós e netos, tios e sobrinhos, irmãos, etc.

Quando todos somos adultos, é fundamental, para que possamos viver num clima de união e harmonia familiar, aprendermos a ver as pessoas como elas são, para além do que elas dizem ou fazem. Da próxima vez que estiver a meio de uma discussão com alguém da sua família, ou mesmo zangado e afastado dessa pessoa, pense no seguinte:

               Como é que eu me sentiria se uma bomba explodisse neste momento e esta pessoa morresse?

Aprenda a dar valor às pessoas da sua família, sem querer mudá-las. Ninguém é perfeito, todos procuramos fazer o melhor que podemos da nossa vida. Aceite as pessoas como elas são, abra mão da necessidade de ter razão, de estar certo, de fazer com que mudem.

As pessoas não mudam: só mudam dentro daquilo que já são. Então podemos dizer que as pessoas podem sempre evoluir para melhor desde que seja essa a sua vontade. Ninguém muda ninguém, nós é que nos mudamos a nós próprios através da nossa evolução pessoal.

Estar à espera que alguém mude é frustrante, cansativo e desmotivante. A sua mãe não vai mudar, o seu filho é como é, o seu irmão age dessa maneira e é assim que, para ele, está certo. Através do amor, da compreensão mútua, do respeito e da vontade de união, as pessoas adaptam-se e procuram modelar um pouco o seu comportamento e moderar as suas atitudes, indo ao encontro das expectativas de quem amam. Contudo, no seu interior elas permanecem sempre as mesmas. E só assim podem ser amadas, é isso que têm para lhe dar.

As palavras de Jesus “ama o próximo como a ti mesmo”, convidam-nos a fazer algo que à partida pode parecer difícil, mas que na verdade é mais simples do que imagina. Aprenda a amar-se, só assim poderá amar os outros. Nós só damos o que temos, se não se amar e aceitar, como pode amar alguém? Ao amarmo-nos a nós próprios, reconhecemos nas pessoas que nos rodeiam a mesma divindade que existe em nós, porque somos todos filhos de Deus ou, se assim preferir, somos todos fruto do mesmo Universo. Não temos de condenar, julgar, exigir, castigar ninguém: os outros são como nós. Temos, sim, de aprender a vê-los no que têm de melhor, no que fazem bem, no que fazem por nós. Mas para o conseguirmos é fundamental desenvolver e cultivar, primeiro, o amor por quem somos.

Quando estamos apaixonados por alguém, temos tendência para não ver os defeitos dessa pessoa. Se soubermos usar um pouco desse recurso nas nossas relações com os outros, mesmo sem estarmos apaixonados por eles, ser-nos-á mais fácil aprender a dar ênfase ao que é bom, e dessa atenção positiva nasce naturalmente um sentimento de amor.

Como se sente melhor: quando guarda rancor de alguém e vive magoado ou, pelo contrário, quando escolhe aceitar, perdoar e ver o melhor que existe em cada pessoa?

Cultive na sua vida sentimentos positivos, em vez de agarrar-se com teimosia ao que pensa ser a verdade, o correcto, o que deve ser feito. Dê primazia ao entendimento, à paz e à concórdia. A sua vida será muito melhor e mais leve.

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